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Cadernos do Desenvolvimento nº 2


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Rio de Janeiro, dezembro de 2006, ano 1, nº 2
258 páginas
ISSN - 1809-8606
 
 
 
O segundo número de Cadernos do Desenvolvimento é dedicado a diagnósticos e perspectivas sobre o Brasil. Os diagnósticos são recentes, e estão nos textos dos três seminários organizados pelo Centro Celso Furtado no primeiro semestre de 2006, sob a coordenação da professora Maria da Conceição Tavares. As perspectivas remetem aos anos 50, e se condensam nas dez conferências proferidas por Celso Furtado durante um curso de capacitação promovido no Rio de Janeiro pela Cepal. Completa o Dossiê Celso Furtado um texto seu de 2002, em que ele rememora o ambiente intelectual e ideológico do país na época em que apresentou as “perspectivas da economia brasileira”.
 
 
Sumário
 
 
 


 

Em setembro de 1957, pouco antes de iniciar um ano sabático na universidade Cambridge, Celso Furtado proferiu no Rio de Janeiro uma série de 10 conferências num curso de formação de jovens economistas promovido pela Cepal, em parceria com o BNDES. Visando equacionar o problema do desenvolvimento brasileiro, ele partia de uma análise das tendências econômicas e chegava à projeção dos fatores que poderiam travar ou, ao contrário, acelerar o ritmo do desenvolvimento nos próximos anos. Seu diagnóstico evidenciava a possibilidade de se modificar o “crescimento espontâneo” por meio de uma “política sistemática de desenvolvimento econômico”. Com esse fim, ele traçava um esboço para o processo de mudança, dando ênfase ao papel do Estado na elaboração dos planos econômicos, da política monetária, fiscal e administrativa.
 
Escritas há quase meio século, essas palestras são reeditadas na íntegra por Cadernos do Desenvolvimento. Têm o valor intrínseco de apresentarem os principais resultados a que Celso Furtado chegou ao estudar a economia brasileira e suas perspectivas de desenvolvimento nos anos 1950, época em que o Brasil fincava os alicerces de um destino de modernidade. Mas não só: um fio condutor une os textos dessa época aos temas debatidos em 2006, durante os três primeiros seminários organizados pelo Centro Celso Furtado, aqui coligidos. Os problemas de médio e longo prazo com que se depara o desenvolvimento brasileiro; as mudanças nas relações internacionais e a forma como o Brasil deve se inserir nesse mundo novo; e, internamente, quais são os mecanismos de financiamento do nosso desenvolvimento – são assuntos que retomam e atualizam o veio que percorre a obra de Furtado: pensar o Brasil.
 





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